PREVISÕES

O que eles diziam…

 

 

Nos últimos dias do ano fechamos um balanço interessante desde o mês de setembro, fazendo um comparativo de posicionamento com duas grandes revistas da Editora Abril: VOCÊ SA e EXAME. Agora, o que vem pela frente? O que esperar de 2012? Como foi 2002? Vamos conferir? Boa leitura!

EXAME – Edição 756 – 2ª quinzena – dezembro de 2001

Em todos os finais de ano a revista EXAME prepara uma edição prevendo como poderá ser o ano vindouro. Não diferente em 2001 foi lançada a revista sobre o que esperar de 2002, e foram estudadas várias áreas com algumas previsões.

Em 2002, o Brasil esperava um ano morno, nem frio e nem quente. Seria um ano de pouco crescimento, mas não de depressão, ou seja, um crescimento esperado em torno de 1,8%, em linha com o crescimento da economia mundial; inflação em torno de 5%, taxas de juros abusivas na ordem de 17%, entre outros indicadores.

Esses números estavam embasados em alguns bancos renomados e que se pautavam diante das grandes perspectivas para a economia brasileira, a exemplo das economias chinesa, russa e indiana.

Seria um ano esperado para acelerar as exportações, cogitava-se mudanças no sistema educacional brasileiro, acreditava-se na melhoria e divisão das oportunidades geradas pela globalização. Enfim, esperava-se um ano em que profissionais e empresas não sabiam muito bem como se portariam diante de um conturbado 2001 que chegava ao fim.

E hoje em dia…

VOCÊ SA – Edição 1007 – 2ª quinzena – dezembro de 2011

A revista EXAME trouxe as perspectivas para 2012, saindo de um 2011 muito bom para o Brasil. Porém, fomos ofuscados pela crise Europeia e Norte Americana, que desacelerou importantes investimentos no Brasil!

Começaremos 2012, segundo a EXAME, favoravelmente, principalmente pela crise dos países desenvolvidos. Esta era também a perspectiva de outros países emergentes, como o Brasil. Ansiava-se que o país teria uma excelente perspectiva econômica por conta de alguns fatores favoráveis, como o aumento do salário mínimo, fazendo a roda da economia girar mais forte, menos inflação, que deveria reduzir e ficar na faixa de 5%, mais crédito e menos juros. Ou seja, ventos favoráveis para o Brasil!

Outro fator, dada à crise Europeia e Americana, seria mais capital estrangeiro entrando no Brasil, não só para especulação, mas de empresas vindas de fora para realizarem o crescimento que suas casas matrizes não conseguirão realizar.

O Brasil receberá a Rio+20 para tratar dos assuntos do clima e, a pergunta que fica no ar é: será que dará algum resultado positivo?

O Brasil é visto como uma grande expectativa para o crescimento das áreas de tecnologia e WEB. A geração Y imprimira um novo conceito de consumo no brasil, com mais facilidades e luxo.

Mas o fator que realmente deve ser destacado é a perspectiva além de 2012, até 2032, onde o mundo deverá receber três bilhões de novos consumidores na classe média, vindos dos países emergentes. Esse público necessitará consumir muitas matérias primas, o que coloca o Brasil na vanguarda, visto que o país é potencialmente um dos maiores produtores de commodities, conforme vimos no nosso último artigo da primeira quinzena de dezembro.

Vamos ver como será!

Ponto de Vista…

Primeiramente, vamos recordar se os números previstos para 2002 aconteceram mesmo. Se isso ocorreu temos grandes chances de a previsão de 2012 se confirmar. Vamos então a eles:

  • Crescimento:        Previsto 1,8%     //     Realizado 2,7%
  • Inflação:                Previsto 5%       //     Realizado 12,5%
  • Taxas de juros:     Previsto 17%     //     Realizado 19,5%

Como vemos algumas previsões não se concretizam. Mas, e 2012, como será?
Estaremos juntos, mês a mês, lembrando sempre do ano de 2002!

Abraços e um ótimo ano novo. Abraços e até mais!

Fabio Fachini
E-mail: fabio.fachini@educavirtual.com.br
Site: www.educavirtual.com.br

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