A VEZ DO INTERIOR

O que eles diziam…

Neste artigo o tema abordado é sobre a prosperidade das cidades brasileiras e o seu potencial para fazer negócios. Vamos conferir? Boa leitura!

EXAME – Edição 755 – 1ª quinzena dezembro de 2001

Assim como outras edições especiais, a EXAME publica, anualmente, uma revista dedicada às dez melhores cidades para se fazer negócios e as que mais apontam crescimento. É feita uma parceria com alguma instituição para realizar a pesquisa que procura, dentre os mais de 5 mil municípios do país, e através de critérios claros reportados na revista, apresentar quais são as cidades e regiões campeãs em crescimento.

Em 2001 o destaque foi Curitiba, no Paraná, pelo segundo ano consecutivo, principalmente pelo nível de consumo per capita, estando acima das outras cidades mais do que o dobro da média nacional.

O Ranking das 10 melhores cidades ficou assim:

  1. Curitiba;
  2. Florianópolis;
  3. São Paulo;
  4. Rio de Janeiro;
  5. Porto Alegre;
  6. Belo horizonte;
  7. Brasília;
  8. Campinas;
  9. Blumenau;
  10. São José dos Campos.

Alguns números são interessantes. Quando se pega a média de 234 municípios que foram pesquisados em detalhe, observa-se o seguinte:

a) A população média dos municípios fica em torno de 374 mil habitantes, frente aos 170 mil habitantes da média nacional;

b) O crescimento anual da população desses municípios fica em torno de 2,6%, enquanto a média do Brasil é de 1,6%;

c) O consumo anual per capita dos habitantes dessas 234 cidades é de R$ 2,8 mil, frente a R$ 2,5 mil da média nacional;

d) Possuem 20% menos mortalidade infantil que a média nacional;

Além desses índices, outros números são avaliados, mostrando como existem regiões que estão na vanguarda e protagonizando o crescimento econômico do país, frente a média nacional.

E hoje em dia…

VOCÊ SA – edição 1006 – 1ª quinzena dezembro de 2011

A revista EXAME mostra, nessa quinzena, para onde marcha a economia brasileira. A exemplo de 10 anos atrás, a revista apresenta quais são as regiões do Brasil que estão crescendo, e faz um raio X de como está se comporta esse crescimento, ou seja, quais as vocações de produtos e serviços de cada uma das regiões e a importância de considerar esses dados nas estratégias das organizações.

O mapa da pesquisa aponta para o interior das regiões pesquisadas e as 10 que se destacaram como principais. São elas:

– Sudeste Paraense, pela mineração e metalurgia;
– Norte e Sudeste Mato-grossense, pela produção de grãos e agroindústria;
– Sul Goiano, pela produção de etanol e açúcar;
– Noroeste Gaúcho, pela produção de grãos e agroindústria;
– Sul Maranhense, pela logística e armazenamento;
– Norte Potiguar, pelo petróleo e gás, além da energia eólica;
– Sudeste Mineiro, pela mineração e turismo;
– Norte Fluminense e Sul Capixaba, pelo petróleo e gás;
– Litoral Paranaense, pelo porto;
– Litoral Norte Catarinense, pelo porto e turismo.

Assim, percebemos que o país é predominantemente dependente do crescimento de commodities. Em 2010, de 202 bilhões de exportações brasileiras, 45% foram produtos básicos. Um crescimento de 8% comparado a 2009.

Ponto de Vista…

Em ambas as situações, com a diferença de 10 anos entre as pesquisas, notamos que o interior aparece como foco do progresso. Campinas e são José dos Campos, no interior paulista, apesar de já serem metrópoles na época, ainda fazem parte do chamado interior do país.

Agora, 10 anos depois, regiões que ninguém imaginava despontar no cenário econômico nacional surgem como a grande esperança e foco do progresso, principalmente para os próximos anos, quando vemos a perspectiva do PIB das regiões citadas, representar 12% do PIB brasileiro, e ter apontado, nos últimos três anos, um crescimento na ordem de 45% frente ao crescimento de 16% do Brasil.

Concluímos, então, que, a exemplo do que está ocorrendo com a economia mundial, onde a grande aposta é nos países do BRIC, a economia brasileira deverá apostar, como vem fazendo, no interior, naqueles lugares que nem podemos imaginar o potencial que possuem. Se analisarmos bem os números apresentados e os setores, podemos pensar que, indiretamente, teremos um êxodo para esses lugares e, com isso, o desenvolvimento de outros setores como saúde, educação e comércio.

É! Vivemos épocas de bons ventos e aparentemente bem sustentáveis. E o melhor, dentro de nosso próprio país!

Abraços e até mais!

Fabio Fachini
E-mail: fabio.fachini@educavirtual.com.br
Site: www.educavirtual.com.br

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